Eu não sou de direita. Eu não sou de esquerda. Minha consciência não está à venda.

 

texto em construção

Há quem me pergunte por que eu não apoio a direita. Outros perguntam por que eu não apoio a esquerda. A resposta é simples: não vejo sentido em entregar minha consciência a projetos políticos que, na prática, não representam integralmente aquilo que considero verdadeiro para minha vida, minha família, minha fé e meu trabalho.

Se apoiar um lado significa fechar os olhos para seus erros apenas porque ele combate o outro, então esse apoio deixa de ser consciência e passa a ser uma torcida errada.

Nem a copa mais estou vendo. 
Não vou gastar minha energia, minha fé e meu estudo pra apoiar
quem não me trás benefício. 

Não acredito que a verdade pertença a pessoas que pregam um Cristo que não é verdadeiro. 
Não acredito que a justiça tenha uma bandeira de uma nação que não seja a santa. 
Não acredito que a moral dependa de quem venceu as eleições pois não acredito que a voz do povo é a voz de Deus. É o Espírito Santo quem decide não as pessoas. 

Vejo pessoas tratando políticos como salvadores, onde fica o reinado de Jesus numa dessas? 

Só um partido reinará pra sempre. E enquanto não me estabelecerem como exatamente quem eu sou eu me recuso a apoiar quem me esconde. 

Princípios verdadeiros não deveriam mudar conforme a conveniência política.

Ao longo dos anos, observei a direita e a esquerda, até votei em ocasiões diferentes para os dois, exatamente para analisar quem seria salvo e a resposta é: nenhum lado. 
Ambos possuem discursos, ambas prometem soluções, mas nunca dão valor aos justos, aos escolhidos. Quando olho para minha realidade, percebo que nenhuma delas resolve completamente aquilo que considero o correto para viver pra sempre.

Meu trabalho continua dependendo do meu esforço.

Minha família se tornou objeto de medo quando as eleições começam a aparecer. 
Minha fé continua dependendo dos meus trabalhos e magias.

Nenhum presidente acorda por mim para trabalhar.

Nenhum partido protege automaticamente meus objetivos.

Vejo pessoas brigando diariamente por políticos que talvez nunca saibam sequer seus nomes. 

Isso não é correto para aquilo que prego.

Não sou a favor do voto e sim do título por merecimento segundo a vontade do Espírito Santo e sinceramente as pessoas estão perdidas para terem a conscientização do que é o certo e se elas não sabem o que é certo, como podem decidir por uma administração federal ou governamental ou municipal que seja. 

Também não acredito que seja necessário hoje definir lados e sim acredito nos meus objetivos mais do que qualquer outro.

Se você dirigir para um lado você vai dar uma volta e voltar no mesmo lugar onde estava. 

Isso se torna um círculo e eternidade não é um círculo e sim um governo onde só quem é o escolhido deve reger e organizar. 

Não sou a favor de críticas e sim de soluções. 

Até onde eu sei a bíblia não prega o presidencialismo muito menos os escolhidos. 
Todos os que hoje se definem como cristãos e pregam uma posição presidencialista estão

errados pois não é o que o verdadeiro Messias prega.
Posso discordar sem desejar o mal.

Posso criticar sem perder o respeito.

Posso votar sem idolatrar.

Posso pensar sem obedecer cegamente.

Minha consciência não pode ser terceirizada.

Existe uma diferença enorme entre participar da vida pública e entregar a própria identidade a um grupo político.

A política possui seu papel na organização da sociedade. Ela é importante. Ela influencia leis, economia, segurança, educação e diversos aspectos da vida coletiva. Negar isso seria ingenuidade.

Mas transformar política em religião também é um erro.

Quando um partido passa a ser tratado como infalível, algo está fora do lugar.

Quando um líder político recebe uma devoção que deveria pertencer somente a Deus, algo está fora do lugar.

Quando qualquer crítica é considerada traição, já não existe liberdade de consciência.

Minha fé me ensina a reconhecer que toda autoridade humana possui limites.

Nenhum governante é absoluto.

Nenhum partido é perfeito.

Nenhuma ideologia consegue responder a todas as questões da existência humana.

Por isso, não coloco minha esperança definitiva em governos.

Minha esperança não depende da direita vencer.

Também não depende da esquerda vencer.

Minha esperança não depende das próximas eleições.

Minha esperança está em princípios que considero maiores do que qualquer projeto político.

Para mim, Jesus não veio fundar um partido político.

Ele não se apresentou como candidato.

Não organizou campanha eleitoral.

Não pediu votos.

Não dividiu pessoas entre direita e esquerda.

Seu Reino não foi estabelecido pelas urnas.

Seu Reino não depende de pesquisas eleitorais.

Seu Reino não muda a cada quatro anos.

Quando perguntaram sobre o poder terreno, Ele deixou claro que existe diferença entre o que pertence aos homens e o que pertence a Deus.

Isso não significa abandonar a responsabilidade como cidadão, mas significa colocar cada coisa em seu devido lugar.

O Estado possui suas funções.

A sociedade possui suas responsabilidades.

Mas Deus não pode ser reduzido a um projeto partidário.

Por isso, não aceito que usem o nome de Jesus como instrumento de propaganda política.

Minha fé não é cabo eleitoral.

Minha consciência não está em campanha.

Minha espiritualidade não pode ser apropriada por nenhum grupo ideológico.

Respeito quem pensa diferente.

Respeito quem vota diferente.

Respeito quem escolhe outro caminho político.

Mas peço o mesmo respeito pela minha decisão de não transformar minha identidade em uma bandeira partidária.

Posso reconhecer acertos de um governo sem me tornar seu defensor incondicional.

Posso apontar erros sem desejar destruir pessoas.

Posso apoiar uma medida específica e rejeitar outra.

Não preciso concordar com tudo para reconhecer um acerto.

Nem discordar de tudo para fazer oposição.

Essa liberdade vale mais do que qualquer rótulo.

Alguns dirão que ficar entre direita e esquerda é neutralidade.

Discordo.

Neutralidade seria não pensar.

Eu penso.

Analiso.

Questiono.

Discordo.

Apenas me recuso a entregar minha consciência para qualquer lado.

Minha lealdade não pertence a partidos.

Minha identidade não depende de eleições.

Meu caráter não muda conforme o governo.

Minha fé não pode ser usada como ferramenta de marketing político.

Sou responsável pelas minhas escolhas, pelas minhas palavras e pelos meus atos.

E é assim que pretendo continuar vivendo.

Jesus é Rei.

Rei não é presidente.

Presidentes governam países por um tempo.

Reis terrenos passam.

Governos terminam.

Mandatos acabam.

Mas o reinado de Cristo, para quem crê, não depende de campanhas, coligações, pesquisas ou resultados eleitorais.

É por isso que escolho colocar minha consciência acima da polarização, meus princípios acima das ideologias e minha fé acima das disputas partidárias.

Não porque desprezo a política, mas porque me recuso a transformar a política no centro da minha existência.

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