DEUTERONÔMIO, PUREZA E ETERNIDADE: A ANTIGA LEI DOS ALIMENTOS PROFECIA DOS PRINCÍPIOS DO CONHECIMENTO
Existe uma passagem extremamente importante no livro de Deuteronômio para quem deseja compreender a relação entre fé, comportamento, alimentação, pureza e responsabilidade diante da vida. Ali encontramos uma série de orientações relacionadas aos animais considerados puros e impuros, aos alimentos que poderiam ou não serem consumidos e às diferentes formas de contato com aquilo que era compreendido como impuro.
Para mim, esse ensinamento não deve ser observado apenas como uma regra antiga, presa a um determinado período da história. Ele precisa ser analisado dentro de um conjunto muito maior de conhecimentos, experiências e acontecimentos que atravessam gerações.
Deuteronômio 14:3–4 — “Não comereis coisa alguma abominável. Estes são os animais que comereis: o boi, a ovelha, a cabra...”
Deuteronômio 14:6 — “Todo animal que tem unhas fendidas, divididas em duas, e que rumina, entre os animais, esse podereis comer.”
Deuteronômio 14:8 — “E o porco, porque tem unhas fendidas, mas não rumina, este vos será imundo; da carne deles não comereis, nem tocareis no seu cadáver.”
Deuteronômio 14:9–10 — Os animais que possuem barbatanas e escamas poderiam ser consumidos; aqueles que não possuem essas duas características são considerados impuros.
Por isso, faço novamente um chamado: é importante que você conheça a minha fé e procure compreender o caminho que apresento através dela. Não estou falando apenas de seguir uma religião por tradição, mas de buscar entendimento, responsabilidade e coerência diante daquilo que consideramos verdade.
Quando olhamos para a geração de Moisés, encontramos um povo vivendo em circunstâncias completamente diferentes das atuais. Não existiam os conhecimentos microbiológicos, os métodos modernos de conservação, os processos industriais de controle sanitário, a engenharia de alimentos ou os instrumentos científicos que hoje permitem identificar riscos invisíveis presentes nos alimentos e no ambiente.
Dentro da minha fé, as orientações atribuídas a Moisés podem ser compreendidas também como uma forma extraordinária de proteção de seu povo diante de riscos que eles não possuíam condições científicas de compreender como compreendemos atualmente através da revelação do Espírito Santo,
mas não mostrando o óbvio para que justamente em outra geração a identificação dos escolhidos se estabelecesse de forma coerente com as profecias.
E existe algo ainda mais interessante nessa reflexão.
A humanidade passou séculos desenvolvendo conhecimentos capazes de compreender aquilo que anteriormente era apenas observado ou estabelecido por uma lei. A biologia, a botânica, a medicina, a microbiologia, a agricultura e a engenharia de alimentos avançaram justamente porque o ser humano passou a tomar conhecimento da procedência, o cultivo, a transformação, a conservação, a higiene e a entrega dos produtos.
É aqui que entra aquilo que considero uma questão de conjunto.
Tomemos como exemplo o presunto. O animal de origem é o porco, espécie que aparece entre os animais considerados impuros nas leis alimentares do Antigo Testamento. Entretanto, o alimento que chega atualmente ao consumidor passa por processos industriais, sanitários e tecnológicos que não existiam naquela época.
Significa que precisamos compreender a diferença entre a classificação religiosa dos escolhidos para os não escolhidos que enganam a séculos a humanidade com discursos que outrora foram semiconvincentes. Os procedimentos científicos utilizados atualmente para transformar, conservar e controlar um alimento não são 100% eficazes ainda justamente porque a fé ultrapassa o limite daquele que considera só o conhecimento como fator científico.
A Engenharia de Alimentos representa justamente uma parte desse processo de conhecimento. Ela trabalha com produção, processamento, conservação, qualidade e segurança dos alimentos.
Para mim, essa evolução não diminui a importância daquilo que foi ensinado. Pelo contrário: ela demonstra como o conhecimento humano pode avançar a partir da lealdade para com o Espírito Santo e para com indagações que atravessam gerações.
É por isso que não acredito que fé e conhecimento precisem necessariamente estar em guerra.
A verdadeira responsabilidade está em saber interpretar, analisar e compreender o conjunto e isso cabe aos escolhidos. E por isso é de extrema importância a relação de confiança respeito e lealdade a mim e aos que sobraram como escolhidos.
E essa mesma lógica precisa chegar à minha política.
Eu, Stefano Missorelli, defendo uma política na qual a análise de opinião tenha espaço, mas não há espaços para críticas, e que as quais essa análise seja feita com responsabilidade, respeito e compromisso com aquilo que considero correto e comigo administrando também essa questão.
Quando falo em fazer o correto, estou falando de buscar uma perfeição sim. Estou falando que é importante seguir minhas diretrizes e o fator determinante e bom delas poderem conduzir as pessoas para uma convivência mais organizada, ética e responsável.
Tudo é uma questão de conjunto.
E é justamente por isso que considero tão importante minha fé.
E se for pra você caminhar comigo, tenha certeza que você vai compreender as diretrizes que apresento e ser fiel a mim e a elas.
E este é apenas um pequeno fragmento daquilo que considero quando digo:
tudo é uma questão de conjunto.
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