NOTA PÚBLICA SOBRE MINHA IDENTIDADE DE FÉ E POSICIONAMENTO ARTÍSTICO

 






Quero deixar aqui, de forma clara, pública e sem margem para interpretações equivocadas, que eu não sou cantor gospel e não me identifico com o segmento gospel, nem com a fé evangélica e não acredito na fé evangélica.
Se existem pessoas que dizem não acreditar na minha fé então deixo aqui claro e como meu direito também de que não acredito na fé evangélica.

Faço esta declaração porque, ao longo do tempo, percebi que algumas pessoas desta fé além de outras também estão me ofendendo dizendo que não acreditam na minha fé, então como direito de auto-defesa educativa, social e religiosa, me sinto no direito considerado supremo divino de me expressar que, não gosto da tentativa de associar minha imagem, minha música, minha espiritualidade ou minha forma de expressão a um rótulo que não corresponde à minha verdade e à minha fé. Por isso, considero importante esclarecer esse ponto com firmeza, seriedade.

Minha formação de fé tem origem no catolicismo, embora minha caminhada espiritual também passe por reflexões, compreensões e convicções que fazem parte da minha caminhada na fé e da forma como enxergo o sagrado, a verdade, a moral e a própria relação entre o ser humano e Deus. Portanto, não aceito que minha identidade espiritual seja resumida, adaptada ou confundida com uma linha religiosa da qual não faço parte e com a qual não me identifico e com a qual não acredito.

Quero também deixar claro que meu posicionamento não é um tom tóxico a indivíduos evangélicos, é uma verdade que deve ser dita, não aprovo desrespeito, ofensa ou intolerância contra minha lei. Respeito o direito de cada um seguir a crença que entender como verdadeira, embora não acredite que as pessoas possuem mais direito de escolha, pois todos pregam o fim dos tempos e no fim dos tempos somente os escolhidos possuem direito de escolha, segundo minha fé. No entanto, respeito também exige reciprocidade — e essa reciprocidade começa pelo reconhecimento de que não sou enquadrado em uma fé, em um rótulo religioso ou em uma identidade espiritual que não me pertence.

 

 

 

 

O termo “gospel”, para mim, não representa apenas um gênero musical ou uma estética de mercado. Ele carrega uma associação errada com um universo religioso específico, segundo minha fé. E justamente por isso eu afirmo com clareza: esse não é o meu lugar, não quero estar em um lugar errado, segundo minha fé. Essa não é a minha definição e essa não é a forma correta de apresentar minha imagem, minha obra ou minha fé.

Não sou evangélico. Não defendo a fé evangélica como expressão da minha crença. Não me reconheço dentro dessa doutrina e não acredito que pessoas evangélicas são capazes de converter. Não gosto e não curto que minha identidade seja tratada como se houvesse qualquer alinhamento religioso automático entre minha arte e esse segmento que minha fé e minha lei pessoal não aprova. Se alguém se identifica com isso, é um responsabilidade dessa pessoa e não minha. Mas isso não pode ser usado para apagar, alterar ou confundir a minha própria posição ou até mesmo distorcer minha imagem ou me colocar como vilão pois não sou.

Minha fé é um assunto sério. Minha espiritualidade não é brincadeira, nem uma categoria pronta para facilitar divulgação, enquadramento de imagem ou leitura superficial daquilo que sou. Por isso, faço questão de afirmar com toda objetividade: não sou artista gospel, e sim minha fé é correta por minha fé e por minha crença, pois sou o que sou, e não sou representante da fé evangélica e não desejo ser associado a essa definição.

 

 

 

 

Quem acompanha meu trabalho, minha trajetória e minha visão precisa compreender esse ponto com exatidão: minha identidade artística e espiritual deve ser lida a partir daquilo que eu realmente sou, daquilo que eu realmente creio e daquilo que eu escolho afirmar publicamente — e não a partir de interpretações externas, conveniências de mercado ou classificações indevidas ou falsas conversões.

Esta nota não tem o objetivo de alimentar hostilidade, mas sim de estabelecer limites, verdade e coerência com aquilo que exijo respeito. É uma forma de proteger minha identidade, minha consciência, minha fé e o sentido real daquilo que comunico. Em temas espirituais, eu prefiro a clareza à conveniência. E, por essa razão, reafirmo de maneira direta, responsável e definitiva:

eu não sou cantor gospel, não sou evangélico e não autorizo que minha fé ou minha imagem sejam confundidas com aquilo que não me representa. Eu sou o que sou.

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