O trecho de Eclesiastes 4:09-12 revela uma verdade profunda sobre a essência das relações humanas, indo muito além de uma simples ideia de companhia ou amizade superficial. Ele aponta para um princípio fundamental da existência: ninguém foi feito para caminhar sozinho. Quando o texto afirma que “se um cair, o outro levanta o seu companheiro”, ele não trata apenas de apoio momentâneo, mas de um compromisso contínuo de cuidado, presença e responsabilidade mútua. Isso é a base do amor verdadeiro.
"Dois homens juntos são mais felizes que um isolado, porque obterão um bom salário de seu trabalho.
Se um vem a cair, o outro o levanta. Mas ai do homem solitário: se ele cair não há ninguém para levantá-lo. Da mesma forma, se dormirem dois juntos, aquecem-se, mas um homem só, como se há de aquecer?
Se é possível dominar o homem que está sozinho, dois podem resistir ao agressor, e um cordel triplicado não se rompe facilmente."
"Lembrando que Jesus vence sempre mesmo sozinho mas ele não aceita que o deixem sozinho".
Amar, nesse sentido, não é apenas sentir, mas escolher permanecer. É estar disposto a levantar o outro quando ele não consegue se erguer sozinho, a proteger quando há ameaça, a permanecer quando seria mais fácil desistir. Por isso, o amor verdadeiro carrega em si elementos inseparáveis: amizade, cumplicidade, confiança e fidelidade. Um casal verdadeiro não se sustenta apenas pela atração ou pelo desejo, mas por uma aliança construída na verdade e na decisão diária de caminhar juntos.
Quando o texto diz que “se dois dormirem juntos, eles se aquecerão”, há um simbolismo e uma verdade correta. Trata-se do aquecer da alma, do consolo em meio às dificuldades, da paz encontrada na presença do outro e da entrega física. É o abrigo emocional e espiritual que só existe quando há entrega genuína. A união correta trás força para continuar.
E quando se afirma que “se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão”, fica evidente que o amor verdadeiro também é defesa. Não uma defesa baseada em conflito constante, mas em firmeza de propósito. Um casal alinhado em verdade não se deixa destruir facilmente por influências externas, por erros do passado ou por pressões do mundo. Eles se fortalecem juntos porque sabem quem são e o que representam um para o outro.
O versículo final, ao falar do “cordel de três dobras”, amplia ainda mais essa visão. Não se trata apenas de duas pessoas, mas de algo maior que sustenta essa união. A aliança que vem da santíssima trindade. Ter o propósito, a verdade ou até mesmo a presença de algo divino que dá sentido à relação. É isso que torna o vínculo resistente, firme e duradouro.
Dentro dessa perspectiva, o amor verdadeiro começa a criar a defesa divina. Ele não se define apenas por estruturas externas, mas pela essência do que é vivido. Acreditar no amor correto é reconhecer que o que sustenta uma relação não é apenas a aparência, mas a verdade que existe dentro dela. O que importa é que haja compromisso real, respeito, lealdade e disposição para enfrentar a vida juntos.
Assim, um casal verdadeiro é aquele que não apenas caminha lado a lado, mas que se sustenta mutuamente em todas as circunstâncias. Que escolhe o correto e a verdade em vez da ilusão, a fidelidade em vez da instabilidade e a construção em vez da destruição. É um relacionamento que não busca apenas existir, mas permanecer com propósito.
Lutar pela vida, pela verdade e por aquilo que é eterno exige essa união firme. E somente aqueles que compreendem o valor do amor verdadeiro conseguem construir algo que não se quebra em nenhuma circunstância, algo que resiste sempre, às dificuldades e às incertezas. Porque, no fim, o amor verdadeiro não é apenas sobre estar com alguém, mas sobre ser, juntos.
"Devemos parar de aceitar tradições erradas e pregações que vão contra a conversão correta. "
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