Quais são os tipos de manjericão que existem

 

Existem dezenas de tipos de manjericão pertencentes ao gênero Ocimum, cada um com características próprias de aroma, sabor, formato e uso culinário ou medicinal. Essa erva aromática, tão presente na cozinha mediterrânea, asiática e brasileira, vai muito além do tradicional manjericão usado no molho pesto. Suas variações impressionam pela diversidade de cores — do verde intenso ao roxo profundo —, pelos perfumes que podem lembrar limão, anis, canela ou cravo, e também pelos diferentes portes, desde plantas compactas ideais para vasos até arbustos mais robustos cultivados em quintais.

Entre os tipos mais conhecidos está o  

Manjericão Genovese ou Italiano (Ocimum basilicum)


 

considerado o clássico da culinária italiana. Possui folhas grandes, macias e muito aromáticas, com sabor levemente adocicado e fresco. É a variedade tradicional para preparar o famoso pesto originário de Gênova, além de ser amplamente utilizado em molhos de tomate, massas, pizzas e saladas como a caprese. Seu aroma é equilibrado e agrada a maioria dos paladares, sendo o tipo mais encontrado em feiras e supermercados.

Outra variedade bastante apreciada é o 

Manjericão Roxo (Ocimum basilicum ‘Purpurascens’)

 

 
 
Foto de Reginal

Suas folhas apresentam coloração roxa intensa, quase vinho, que adiciona um toque ornamental aos pratos e aos jardins. O sabor costuma ser um pouco mais marcante que o do genovese, podendo apresentar leve picância. É excelente para decorar saladas, aromatizar azeites e dar contraste visual a receitas.

O Manjericão Tailandês (Ocimum basilicum var. thyrsiflora) 

 


 

 

é muito utilizado na culinária do sudeste asiático. Diferente do italiano, ele possui folhas menores, mais firmes e pontiagudas, além de hastes arroxeadas. Seu aroma lembra anis ou alcaçuz, com notas levemente picantes. É ingrediente essencial em pratos típicos da Tailândia, Vietnã e Camboja, especialmente em curries, sopas e preparações salteadas. 

 

Já o Manjericão Limão (Ocimum × citriodorum) 

 

 



 

 

se destaca pelo perfume cítrico marcante. Suas folhas são menores e exalam um aroma que lembra raspas de limão fresco. Combina muito bem com peixes, frango, saladas leves, chás e até sobremesas. É bastante cultivado por quem aprecia infusões aromáticas.


(sinceramente é muito parecido com o manjericão genovese) 

 

O Manjericão Grego ou Greco a Palla (Ocimum basilicum var. minimum) 

 



Foto de sweetlouise

 

tem porte compacto e formato arredondado, lembrando uma pequena bola verde. As folhas são miúdas e muito perfumadas. Por seu crescimento organizado e ornamental, é ideal para cultivo em vasos e jardineiras, além de ser ótimo para temperar pratos em pequenas quantidades.

Existe também o Manjericão Canela (Ocimum basilicum ‘Cinnamon’)


 

 

reconhecido pelo aroma adocicado que lembra canela, com leve toque picante. Seus caules costumam apresentar tonalidade arroxeada. É interessante para receitas criativas, chás e até drinques aromáticos.

O chamado Manjericão Folha de Alface 

 

 

 

Foto de ka_re

 

possui folhas grandes, largas e levemente enrugadas, semelhantes às de alface. Seu sabor é suave e delicado, ideal para quem prefere um toque menos intenso. Fica excelente em sanduíches, saladas e preparações frescas.

Entre as variedades de uso tradicional e medicinal está o 

 

Manjericão Sagrado ou Tulsi (Ocimum tenuiflorum)

 


 

 

muito valorizado na Índia. Possui aroma que mistura notas de cravo, menta e especiarias. É frequentemente utilizado em chás e práticas ayurvédicas.

No Brasil, destaca-se ainda o  

 

Manjericão Cravo ou Alfavaca-cravo (Ocimum gratissimum)

 

 
 
Foto de _Alicja_ 

 

 

bastante comum em hortas domésticas. Seu perfume intenso lembra cravo-da-índia e é muito utilizado em temperos regionais e infusões caseiras.

Quanto ao cultivo, a maioria das variedades prefere sol pleno por pelo menos quatro a seis horas diárias. O solo deve ser bem drenado, rico em matéria orgânica e mantido levemente úmido, sem encharcar. Regas regulares são importantes, especialmente em dias quentes. A adubação orgânica, como húmus de minhoca ou bokashi, pode ser feita a cada 15 ou 20 dias para estimular o crescimento saudável. A poda frequente das pontas ajuda a planta a ficar mais cheia e evita a floração precoce, prolongando a produção de folhas.

Com tanta diversidade, o manjericão se mostra uma planta versátil, saborosa e fácil de cultivar, perfeita tanto para enriquecer receitas quanto para perfumar ambientes e embelezar jardins e varandas.

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