Há centenas de raças reconhecidas no mundo — estima-se mais de 500 — cada uma com características próprias de postura, ganho de peso, rusticidade, comportamento e aparência. Essa variedade permite que criadores escolham animais conforme seu objetivo, seja produção comercial, subsistência, exposição ou criação ornamental.
Entre as raças voltadas para produção de ovos, destacam-se algumas mundialmente conhecidas.
A Leghorn (também chamada Livorno) é famosa pela alta produção de ovos brancos e eficiência alimentar, sendo amplamente utilizada em sistemas comerciais.
Foto de CrystalHenze
A Australorp ganhou notoriedade por recordes de postura e por seu temperamento dócil, além de produzir ovos marrons de boa qualidade.

Já a Rhode Island Red é valorizada por sua rusticidade, resistência climática e excelente produção de ovos de casca marrom, sendo muito adaptável a criações familiares.

Nas raças de dupla aptidão, que equilibram produção de ovos e carne, encontramos a:
Plymouth Rock, bastante difundida no Brasil, especialmente na variedade barrada (pedrês). É uma ave versátil, resistente e de crescimento satisfatório.

A New Hampshire foi desenvolvida a partir da Rhode Island Red, priorizando crescimento mais rápido e boa conversão alimentar.

Foto de PMarketing
A Sussex, de origem inglesa, também se destaca por produtividade equilibrada e comportamento calmo, sendo indicada para criações semi-intensivas.

Foto de Sofia-Tilton
Quando se fala em raças de grande porte, muitas são utilizadas tanto para corte quanto para exposição.
A Brahma impressiona pelo tamanho elevado e pelas penas que cobrem as patas, além de postura tranquila.

A Jersey Giant é considerada uma das maiores raças do mundo, desenvolvida nos Estados Unidos com foco em produção de carne.

A Cochim possui plumagem extremamente densa e volumosa, incluindo as pernas, sendo muito apreciada também em exposições avícolas.

Entre as raças ornamentais e exóticas, algumas chamam atenção pela aparência incomum.
A Sedosa do Japão, conhecida internacionalmente como Silkie, apresenta penas com textura semelhante a pelos e pele de coloração escura azulada.

A Polonesa destaca-se pelo topete exuberante de penas sobre a cabeça.
Já a Ayam Cemani, originária da Indonésia, é famosa por sua pigmentação totalmente preta — penas, pele, carne e até ossos apresentam coloração escura devido a uma condição genética chamada fibromelanose.

No contexto brasileiro, também existem as chamadas raças nativas ou caipiras, muito adaptadas ao clima e ao sistema de criação extensivo.
O termo Garnizé é frequentemente usado para designar aves miniatura como a:
Sebright, apreciada pela beleza da plumagem rendada.

O Índio Gigante, por sua vez, é uma raça desenvolvida no Brasil com foco em estatura elevada, podendo ultrapassar um metro de altura quando medida do pé à ponta da crista.

A galinha de pescoço pelado é uma ave rústica e resistente, conhecida pela ausência de penas na região do pescoço. Adaptada a climas quentes, apresenta bom desenvolvimento e produção satisfatória de carne e ovos. É valorizada na criação caipira por sua rusticidade, fácil manejo e boa conversão alimentar.

Foto de makamukio
Essa diversidade genética demonstra como a domesticação e a seleção artificial moldaram a espécie ao longo dos séculos. Hoje, a escolha da raça ideal depende do objetivo do criador, das condições climáticas, do espaço disponível e do sistema de manejo adotado. Seja para produção comercial, consumo próprio, ornamentação ou preservação genética, sempre haverá uma raça adequada para cada finalidade, reforçando a importância das galinhas na segurança alimentar e na cultura rural em diferentes regiões do mundo.
Algumas destas fotos foram extraídas do site Pixabay e iStock


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