A forma como o funcionário aborda o cliente
no ponto de venda é um fator determinante para a percepção
de valor da marca, para a experiência de compra e para a decisão de retorno.
Expressões aparentemente simples, como “você precisa de ajuda?”
ou “o que você precisa?”, carregam uma carga simbólica equivocada e,
muitas vezes, desnecessária.
Elas deslocam o eixo da relação para um lugar onde o cliente
é colocado como dependente do funcionário,
quando, na realidade, quem está ali para servir é a loja,
por meio de seus colaboradores.
Dizer “você precisa de ajuda?” sugere que a compra só acontecerá
se o cliente aceitar uma espécie de socorro,
o que não corresponde à lógica do consumo.
A ajuda, por definição, é gratuita,
voluntária e espontânea.
Já a aquisição de um produto ou serviço
é uma escolha consciente do cliente,
que pode optar por comprar ali ou em qualquer outro estabelecimento.
Não se trata de favor,
tampouco de auxílio pessoal,
mas de uma relação comercial
em que o atendimento de qualidade é obrigação básica da empresa.
O termo “o que você precisa?”
agrava ainda mais essa percepção,
pois pode soar ríspido, invasivo ou até mesmo como sinal de impaciência.
Em vez de acolher,
coloca o cliente em uma posição desconfortável,
quase como se sua presença estivesse incomodando
ou exigindo esforço excessivo do funcionário.
Esse tipo de abordagem, infelizmente, tem se tornado comum
até mesmo em redes conhecidas,
revelando falhas de gestão e de treinamento
que deveriam ser observadas
com mais atenção pelos gerentes.
Uma abordagem mais adequada
passa pelo acolhimento e pela educação:
um simples “seja bem-vindo”,
seguido de “se precisar de algo, estou à disposição”,
estabelece respeito, autonomia e cordialidade.
Apresentar-se pelo nome reforça a humanização do atendimento
e cria um vínculo mínimo de confiança.
Cabe à liderança garantir que essa postura seja padrão,
pois atender bem não é diferencial, é dever.
Um ambiente saudável,
educado e respeitoso
não apenas facilita a compra,
como desperta no cliente
a vontade genuína de voltar.





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